Dom Pedro II o último monarca do Brasil. Homem atualmente
quase esquecido de um tempo que há muito ficou para trás esquecido e ignorado.
Deposto no dia 15 de Novembro de 1889 o monarca naquele momento apresentava
cansaço, estava, doente e velho aos 65 anos.
Aos cinco anos de idade tornou-se príncipe regente do Brasil
quando seu pai fugiu para Portugal ao ser deposto do trono, Dom Pedro I. Como
aquele menino sofreu. Em cartas hoje conhecidas, a criança falava de saudades
de que sentia do pai e em um momento mais desesperado pedia uma mecha de cabelo
dele como lembrança. Naquele momento era órfão de mãe, pois ela havia morrido
ao dar a luz. Tornou-se prisioneiro do seu destino relegado a crescer e
torna-se imperador aos 15 anos de idade.
Perdeu seus filhos que morreram ainda crianças sobrando
Isabel (que assinou a Lei áurea) e Leopoldina. Jornalistas que vinham ao Brasil
escreveram que ele era homem triste. Apesar de ser líder supremo do país por
meio do poder moderador era um homem humilde que aceitava ser caçoado pela
impressa e respeitava pessoas que eram favoráveis à democracia. Amava realmente
o nosso país, quando deposto levou um pouco de terra desse solo para com ela
ser enterrado.
Um homem de tantas virtudes que até hoje inspira jovens
extremistas a desejarem que nosso país se torne novamente uma monarquia. Foi um
homem que cometeu muitos erros, teve amantes, foi omisso em muitos momentos,
tomou decisões erradas, fez investimentos errados. Dedicou sua vida ao Brasil,
mas falhou! Quantos dedicam suas a Cristo e falham, amam realmente a Deus, no
entanto, revelaram-se insuficientes. Amam a Deus, mas odeiam os irmãos. Amam a
Deus, mas terminam por atrabalha-las. Amam a Ele, mas dividem igrejas e criam
até mesmo novas religiões. As intenções não levam a realização correta. Para o
amor vertical ser correto o horizontal tem ser feito corretamente. Muitos
imaginam ao cometer pecados aos seus irmãos estarem sendo zelosos com Deus.
No texto lido em romanos nós presenciamos o uma lista feita
por Paulo de como deve ser o amor por nossos para que ele seja efetivo e possa
gerar frutos. São no total 12 ingredientes para a receita do amor.
1.
Sinceridade.
“O amor seja sem hipocrisia” (12.9 a). O amor não é teatro; ele faz parte da
vida real. Como já vimos, a palavra “sincero” destaca que não somos atores nem
a igreja é um palco. Paulo diz que o nosso amor pelos irmãos deve ser sincero,
cordial e fraterno. Onde a hipocrisia está presente o amor está ausente. O amor
deve ser sem dissimulação. Isso também não quer dizer devemos falar tudo o que
vem em nossas mentes para sermos sinceros.
2.
Discernimento.
“Detestai o mal, apegai-vos o bem” (12.9 b). O cristão deve amar e odiar com a
mesma intensidade. Deve apegar-se ao bem e abominar o mal com todas as forças
da sua alma. Precisa sentir aversão e repugnância pelo mal. Não pode ser uma
pessoa encima do muro sem tomar posição. Na medida em que buscamos crescer na
graça, buscamos obter a mente de Cristo, que é pensar como Jesus, amar o que
Jesus ama e odiar o que Jesus odeia. O ódio é uma das mais fortes emoções que
podem habitar o coração do homem. Odiar é destrutivo e degradante, menos quando
o objeto do ódio é o mal.
À medida que desprezamos o que é mal, devemos
nos apegar ao que é bom. Paulo usa uma linguagem intensa aqui. Devemos nos
apegar firmemente ao bem, permitindo que ele seja cimentado em nossa alma, a
fim de não cairmos ou nos movermos de acordo com o vento da fantasia cultural
que vem em nossa direção.
3.
Benignidade.
“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal” (12.10 a). Paulo usa
neste versículo a palavra no sentido de amor dos pais pelos filhos. Devemos
amar nossos irmãos em Cristo como amamos nossos parentes de sangue. A
benignidade é uma das mais importantes virtudes na Bíblia.
A palavra cordial destaca o amor familiar,
especialmente aquele que os pais dedicam aos filhos. Dentro da igreja não somos
estranhos, muito menos unidades isoladas; somos irmãos, por que temos o mesmo
Pai, Deus. A igreja não é apenas um agrupamento de conhecidos nem mesmo a
reunião de amigos, mas uma família em Deus. Quando escreveu aos coríntios,
Paulo dedicou um capítulo inteiro ao significado do amor (1Co 13).
4.
Honra.
“... preferindo-vos em honra uns aos outros” (12.10 b). O amor da família cristã
deve expressar-se em honra mútua, assim como em afeição mútua. Por mais que eu
sinta que na congregação só eu estou correto e todos estão devo honrá-los, ou
seja, respeitá-los.
5.
Entusiasmo.
“No zelo não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor”
(12. 11). A apatia não combina com a vida cristã. O crente precisa ser um
individuo em chamas para Deus. Precisa arder de zelo pelas coisas de Deus. É
alguém que serve a Deus com fervor. Aqueles que são mornos provocam náuseas em
Jesus e, à semelhança da igreja de Laodiceia, estão prestes a ser vomitados
pelo Senhor. “Desde os dias João Batista até agora, o reino de Deus é tomado
pelo esforço, e os que se esforçam se apoderam dele” (Mt 11.12). Assim, é dever
de cada cristão se esforçar pelo reino de Deus, fazendo dele sua principal
ocupação de vida. O reino de Deus não deve ser visto com interesse secundário
para um verdadeiro cristão. Devemos ser ativos com as coisas de Deus. Mesmo sem
tempo integral, mas dedicação integral.
6.
Paciência.
“Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração,
perseverantes” (12.12). O crente cruza os vales da vida com os olhos cravados
na esperança, enquanto pacientemente enfrenta as tribulações com uma vida de
oração perseverante. A esperança da salvação futura estimula a alegria
presente. A cola pra isso é uma vida de oração.
7.
Generosidade.
“Compartilhai as necessidades dos santos” (12.13 a). O verbo significa tanto
participar das necessidades e dos sofrimentos dos outros, como repartir os
nossos recursos com eles. Num mundo governado pelo afã de obter, o cristão se
inclina a dar, porque sabe que aquilo que guardamos, nós o perdemos, mas o que
damos isso é o que temos.
O cristão não tem apenas o coração aberto,
mas o bolso. A generosidade é a marca do cristão. A Bíblia diz que devemos
trabalhar para suprir as nossas necessidades e ainda socorrer os necessitados
(Ef 4.28). Nosso papel não é acumular apenas para nós. A verdadeira riqueza é
aquela que distribuímos. A semente que multiplica não é a que comemos, mas a
que semeamos. Deus supre a nossa sementeira para continuarmos semeando na seara
dos necessitados. O principio ensinado pelo Senhor Jesus é claro: “Mas
bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35). A alma generosa prosperará.
Quando você semeia com abundância, com fartura ceifará.
Qual foi a última vez que você ajudou
alguém, que você deu uma oferta a alguém? (Meu e me sustenta). Lembre-se,
aqueles que foram salvos pela graça tem o coração aberto para amar e o bolso
aberto para contribuir.
8.
Hospitalidade. “praticai a hospitalidade” (12.13
b). O cristão não tem apenas o coração e o bolso abertos, mas também sua casa.
Ele é hospitaleiro. Não devemos amar apenas os irmãos, mas também acolher os
estranhos. A Palavra de Deus diz que muitos sem saber hospedaram anjos (Hb
13.2). Não apenas nós devemos estar a serviço de Deus, mas também nossa casa
deve estar a serviço de forasteiros. A Bíblia fala de Priscila e Áquila, que
abriram sua casa para receber as pessoas. A casa deles era uma igreja. Hoje podemos fazer de nossa casa uma
agência de evangelização, um centro de aconselhamento. O cristianismo é
a religião do coração aberto, da mão aberta e da porta aberta.
9.
Boa vontade. “Abençoai os que vos perseguem,
abençoai e não amaldiçoeis” (12.14). O crente deseja o bem até para aqueles que
o odeiam. A língua do cristão não deve ser fogo e veneno, mas árvore frutífera
e fonte que jorra água límpida. Suas palavras são medicina. O cristão deve
tornar a vida das pessoas mais suaves com suas palavras. Ele é um encorajador
Suas palavras aliviam o fardo; são azeite na ferida. Suas palavras são
verdadeiras, boas, oportunas e encontram graça.
Jesus não respondeu ultraje com ultraje. Os
homens cuspiram nele. Arrancaram sua barba, esbordoaram sua cabeça, surraram
seu corpo, pregaram-no numa, cruz, mas ele, podia fuzilá-los com seu juízo,
abriu os lábios para interceder por eles. O diácono Estêvão morreu pedindo
perdão para aqueles que o apedrejaram (At 7.60). Acredita-se que Estevão
quebrou a dureza do coração de Paulo, assim como a oração de Cristo quebrou a dureza
do coração do ladrão na cruz.
10.
Simpatia. “Alegrai-vos com os que se alegram e
chorai com os que choram” (12.15). O amor nunca se mantém longe das alegrias e
dores dos outros. Assim como o gozo dividido é dobrado, também a tristeza
dividida é reduzida a metade. É mais fácil chorar com os que choram que se
alegrar com os que se alegram. Ex. chega em casa cansado.
11.
Harmonia. “Tende o mesmo sentimento uns para os
outros” (12.16 a). Os cristãos devem viver em concordância uns com os outros.
Devem ser unanimes entre si, nutrir os mais nobres sentimentos e praticar as
mais excelentes atitudes entre si.
12.
Humildade. “em lugar de serdes orgulhosos,
condescedei com o que é humilde; não sejais sábios aos próprios olhos” (12.16
b). Entre os cristãos não há espaço para esnobismo. O amor coloca o outro junto
consigo.
Conclusão
Todos nós que estamos aqui
cometemos esses pecados e nos fazemos ou de desentendidos ou realmente estamos
com os olhos vendados e não conseguimos ver. Temos que deixar de sermos tão
teóricos e precisamos passar a ser mais práticos, ou seja, reais. Isso será um
desenvolvimento maior de um cristianismo verdadeiro. Pois, acredito que igreja
somos, mas precisamos de mais.
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