O amor é o cumprimento

06:09 |

Título
O amor é o cumprimento da lei
Texto
Mateus 5:43-48
Introdução
O amor é o maior de todos os mandamentos Mateus 10:37-40. O amor é o cumprimento da lei. Os quatro primeiros mandamentos revelam o amor porque quem ama a Deus não terá outros deuses, não vai fazer imagens de escultura, quem ama a Deus honrará seu nome e não o tomara em vão, que honra a Deus se deleita nele e consagrará o dia para ter prazer nele. O quinto revela o amor ao próximo e esse amor deve começar dentro de casa honrando pai e mãe, respeita sua vida não matarás, respeita sua honra não adulterarás, respeita a sua propriedade não furtaras, não dará por consequência falso testemunho. E por último respeita o que é do próximo. Nós precisamos continuamente está fazendo o check-up do amor em nossa alma. Quando foi a última vez que você fez isso em sua alma? Precisamos fazer pois, é a revelação do seu cristianismo.
Mas no texto tratado podemos constatar um caso extremo que é devolver o mal recebido com o bem. Se conseguirmos aprender e praticarmos as verdades desse texto estaremos aptos perante Deus. Pois, alguém capaz de desejar o bem ao seu inimigo estará apto a tratar os seus amigos.
Proposição
O cristão verdadeiro devolve o mal com o bem
Palavra-chave
Atitude


I.                   Amar os inimigos
Fariseu é o nome dado a um grupo de judeus devotos à Torá, surgidos no século II a.C.. Criam numa Lei Oral, em conjunto com a Lei escrita, e foram os criadores da instituição da sinagoga. O fariseu chamava de irmão, companheiro, amigo e próximo apenas outro fariseu. Os demais eram para ele apenas povo comum. Por isso o fariseu desprezava o povo “comum”. Na opinião deles tratava-se de uma inimizade por causa de Deus. Sl 139.21: “Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato”. Vemos na Bíblia relatado o caso de Jonas um israelita que preferia quase morrer a levar a Palavra de Deus aos gentios de Ninive. Levando Deus a tomar medidas drásticas para ensina-lo e corrigi-lo.
Ao contrário do que eles faziam Jesus demonstra amor para com os pecadores. Exigindo algo imenso que nós próprios não somos capazes de fazer. Se Ele houvesse dito “não odiaras teu inimigo” seria mais fácil de praticar. Mas, a ideia de amarmos nossos inimigos é por demais elevada para nós. No entanto, Deus amou inteiro sem acepção de Pessoas, convido vocês a recitarem comigo 3.16? Agora vamos recitar 1Jo 3.16? Não vamos abrir lá.
Porque pra nós é mais fácil aprender com João do que 1João porque o primeiro se refere a algo de Deus para conosco e o segundo de nós para com nosso próximo. O primeiro é algo que não requer nosso esforço o segundo requer nosso esforço e é uma obrigação. Pra nós é mais fácil buscarmos nossos direitos do que cumprir nossos deveres. A sociedade atual que o diga.
Aquele ambiente descrito naqueles dias infelizmente está próximo do nosso atual. Com a diferença de que muitos cristãos estão fazendo a substituição dos fariseus. Discussões em sites na internet com cristãos perdendo a linha, ativismo cristão e discussões acaloradas sobre preceitos do cristianismo. O caso de minha vó. Muitos cristãos estão inconscientemente criando muralhas e barreiras para o evangelho. Enquanto o ensino de Cristo era de um amor- puro, infinito, ardente, divino- que pudesse fluir diretamente do coração de Deus portanto do pessoal e maravilhoso coração de Deus e não do coração do homem. Jesus e Zaquel. O cristão verdadeiro devolve o mal com o bem.

II.                 Orar pelos perseguidores
Provavelmente a ideia central é a da perseguição religiosa. O ódio mais persistente e profundo é o criado pelas diferenças religiosas. Mas, até os que nos perseguem por motivos religiosos devem ser objeto de nosso amor e de nossas orações. Provavelmente essas são as pessoas mais difíceis de serem amadas.
Por meio da atitude de amar seus inimigos e orar por eles, os seguidores de Cristo comprovarão a si mesmos e aos demais que são genuínos filhos do Pai celestial. Certamente ao dizer: “para que possam ser filhos”, Jesus não pretendia dizer: “para que fazendo isso vocês se tornem filhos”. Pela graça eles já eram filhos, porém seu comportamento ou conduta como filhos é que confirmaria esse fato porquanto filhos imitam seus pais. Na família celestial ainda mais categoricamente do que na família terrena pois a família celestial o filho verdadeiro é dotado do espírito de seu Pai. E é a este espirito que ele deve seu novo nascimento (Jo 3.5) tanto quanto seu crescimento nas virtudes cristãs.
A maneira como Jesus diz isso faz com que olhemos para além da ação, para Aquele quem a faz, e também para além da ação, para Aquele quem a faz, e também para além do fato, para a razão que o produz, ou seja, o amor do Pai pela humanidade. “Embora o Pai seja santíssimo e imaculado não se recusa a derramar suas bênçãos sobre maus e bons”.
Podemos enumerar um grande número de passagens que mostram que o amor de Deus não compartilhado com todos. Porém, assim como um humano que amam filhos e filhas. Deus ainda tem um amor por toda a humanidade. Se pensarmos homens como: Adolf Hitler, Stalin, Mao, etc. Experimentaram da graça comum de Deus. – Compaixão dos ninivitas.
Aprendi alguns meses atrás algo muito usual o ato de orar por pessoas que você tem problemas de convivência. Experimente orar, interceder por essas pessoas. E veja os resultados. E uma dica de rapazes do seminário.
Podemos ver o exemplo do avivamento espiritual que aconteceu na Coreia do Sul em 1907 quando
Isso nos revela a importância que tem o ato de amar hoje a Coreia do Sul tem 34,5% de cristãos tudo isso causa pelo poder que há no amor pois eles tiveram que perdoar. Para alcançar esse avivamento espiritual.
O cristão verdadeiro devolve o mal com o bem



III.              Saudar os desafetos

A saudação usual entre os judeus era “Paz (shalom) seja contigo”. Em Mat. 10:12,13 os discípulos usaram de saudação similar. O termo shalom inclui não somente paz, mas também prosperidade, e essa properidade, e essa prosperidade abrange toda forma de bem estar material e espiritual. A saudação portanto era uma espécie de oração pelo beneficio estrangeiro.
A saudação ocupava e ainda ocupa importante lugar nos costumes dos povos orientais. Depois de dizer “paz seja contigo” a pessoa proferia diversos comprimentos e congratulações. Nos tempos de Jesus os judeus não saudavam os gentios e até hoje  os islamitas não saudam os cristãos. A saudação era uma declaração- de fraternidade- e amizade. Os judeus não tinham esse espirito para com os gentios. Mas Deus se mostra amigo, e Cristo usa de espirito de fraternidade para com todas as raças.
Ser perseguido por causa da justiça é se alinhar com os profetas mas abençoar e orar pelos que nos perseguem e orar por eles é se alinhar com o caráter de Deus. - Carson

Conclusão

Quando Cristo em seu sacrifício cumpria esses três pontos automaticamente quando orava por seus inimigos com amor para que recebem a benção de serem perdoados: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc 23:34).  O tempo imperfeito sugere que continuou orando, continuou repetindo sua súplica. Se a cruel tortura da crucificação  não pôde silenciar a oração do nosso Senhor por seus inimigos, que dor, orgulho, preconceito ou indolência poderiam justificar o nosso silêncio? – Stott
Retornar bem com o mau é diabólico, retornar bem com bem é humano; retornar mal com bem é divino. - Plummer


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O crente aprovado

06:06 |

Título

O crente aprovado

Texto

Tiago 1:2-4
Introdução
Temos exemplos na Bíblia de muitos homens provados como os casos de Abraão (Gn 22:1) e Hb 11:17-36 onde é descrito o caso de homens que sofreram escarnio, açoites, serrados ao meio. Eles foram vencedores em suas provações e tornaram mais aptos para a obra de Deus.

Proposição

Todo crente pode ser aprovado na provação.

Palavra-chave

Reações
                    

Pontos

I.              Ele se alegra ao ser provado
Na visão atual errada do evangelho crida por muitos crentes admiradores da doutrina da prosperidade. A felicidade está ligada tanto ao bem estar físico, ao bem estar financeiro e a ausência de quaisquer tipos sofrimentos. Imaginem Paulo como garoto propaganda do comercial “Eu sou a Universal”. 1 Co 11.24-26: “Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites. Três vezes fui golpeado com varas, uma vez apedrejado, três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à fúria do mar. Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios; perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar e perigos dos falsos irmãos.” O espinho na carne de Paulo é um exemplo de problema que ele enfrentava, mas, apesar disso ele continua alegre no Senhor. Em 2 Tm 4:6-8: Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
No Novo Testamento o que se pode constatar é que a alegria vem de um relacionamento próximo com Deus mesmo que com o sofrimento do corpo; seja esse sofrimento de qualquer natureza. Pois, segundo a visão cristã o bem-estar da alma está acima do corpo.
A provação: 1. promove a glória de Deus 2. Ajudam-nos a buscar a Deus em oração. Dessa maneira estamos adorando a Deus e não deve haver nada que traga mais alegria ao cristão.
 A falta de sustento, ou seja, a dificuldade financeira pode ser Deus nos incitando a orar e confiarmos mais nele em meio as essas dificuldades. Temos o exemplo de muitos cristãos pobres servindo a Deus com alegria em muitos países onde são perseguidos e mortos por causa do evangelho.
Portanto, sejamos felizes na provação, pois, todo crente pode ser aprovado na provação.
II.            Ele persevera na provação
Sinônimos de provação seriam: paciência, resistência e lealdade.
Imaginemos o caso de Pedro descrito em João 21:15 que negou Jesus 3 vezes e teve que enfrenta-lo após a pescaria de peixes, sendo interrogado 3 vezes sobre o amor que tinha por Ele. Nesse momento Pedro via-se desmotivado a continuar fato evidente pela maneira como ele e os outros tinham voltado a antiga rotina. Ao final como Cristo prediz Pedro cria persevera nas provações.
Muitas vezes o homem não acredita ser capaz de realizar a vontade de Deus de forma completa em sua vida o que o leva a acreditar que não irá suportar a provação. No entanto, como no caso de Pedro a perseverança para vencer vem de Deus e não dele mesmo. Temos, portanto, que buscar nossa força e resistência em Deus e não em métodos humanos como Pedro cria ser o correto a ser feito.
Podemos pensar na soberba e o quanto esse pecado pode se tornar difícil de ser combatido por ter uma identificação complicada para ser visualizada. No entanto, devemos perseverar para eliminá-la e não cometermos o erro de Pedro que cria está preparado. No contexto de seminário muitos tornam-se famosos por sua altivez e falsa crença de preparo por se verem como grandes músicos, pregadores, admoestadores e até mesmo mais próximos de Deus e consequentemente menos pecadores dos que outros. Perante tais exemplos sejamos perseverantes na luta contra esse pecado. E nunca o aceitemos como parte de nossa personalidade.
     Todo crente pode ser aprovado na provação.

III.           Ele glorifica a Deus na provação com seu aperfeiçoamento
Temos o exemplo de Israel que ao longo de muitos séculos mostrou sua incredulidade para com Deus. O que gerou escravidão, perdas de vidas e dispersão. Sendo os descendentes atingidos até os dias atuais por causa da desobediência e arrogância dos pais.
No entanto, vemos na Bíblia que após o cativeiro Babilônico o povo judeu finalmente conseguiu abandonar diversos pecados que os prejudicava e passaram a mais ser fieis. Mas, tudo isso foi gerado por um alto preço. No entanto, não foram capazes de reconhecer o Cristo.
Em nossas vidas muitas provas e tribulações apenas são removidas após haver um aperfeiçoamento maior. Sabemos que nunca seremos completamente perfeitos, pois, somente a Deus pertence a perfeição. Mas, estamos sempre em pleno crescimento espiritual e cada vez mais próximos da moralidade pertencente a Deus e jamais estagnados.
Talvez, todos ao entrarem no seminário se deparam com problemas de convivência, pessoas de estados e até mesmo países diferentes, idade, todos lideres e distancia de amigos e família acabam. Geram dificuldades para encontrarem novos amigos e conviver com os outros de forma satisfatória e confiança. Mas, até mesmo nisso estamos sendo aperfeiçoados para aprendermos importantes lições sobre convivência nos tornando assim mais aperfeiçoados. Muitas vezes o tempo, as experiências e o contato com Deus nos aperfeiçoam e nos ensina a convivermos de maneira melhor com todos apesar das diferenças. Portanto, nesses momentos iniciais dessa caminhada devemos pedir o auxilio de Deus para que venhamos nos tornar melhores nas relações com os outros. E automaticamente lideres mais aperfeiçoados e aptos para o trabalho.


Conclusão:

Em muitos momentos não conseguimos entender a provação vinda de Deus e nos vemos insatisfeitos, desânimos e senti-nos incapazes de resolver os “percalços da vida”. No entanto, devemos nos alegrar em estarmos sendo provados, pois, isso demonstra o cuidado de Deus e o Seu desejo em nos tornar mais aperfeiçoados. Sendo assim persevere pedindo o auxilio de Deus porque a força para isso vem de Deus e não de nós mesmos! Sem nunca nos esquecermos que ao nos sentirmos aperfeiçoados e mais fortes devemos sempre manter um espirito de humildade para que possamos continuar crescendo. Sabendo que assim nos tornamos mais aptos para o serviço do Senhor. E automaticamente fazemos de forma melhor aquilo para o qual fomos criados. Glorificando-o e tendo sempre em mente que tudo o que fazemos deve ser feito para a sua glória.


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Motivos para confiar

05:23 |

Título: Motivos para confiar
Texto: Salmos 91
Proposição: O Senhor cuida dos seus
Palavra-chave: Provas
Introdução
O Salmo 91 às vezes parece bom demais para ser verdade. Tem muita coisa maravilhosa nele. Como escreveu o missionário, pastor e teólogo Stanley Jones, missionário na Índia. Ele o interpretava como sendo apenas uma possibilidade esperança humana, não algo que possamos experimentar ou de que possamos nos apossar. Ao mesmo tempo que fala da proporção maravilhosa de Deus traz uma afirmação chocante, tão chocante quanto os noticiários policiais, que nos mostram que vivemos em um mundo terrível. A descrição desse salmo excede a periculosidade do planeta, na sua profundidade, os comentários mais realistas que possamos encontrar ao redor.
Para alguns, o grande problema de criminalidade e perigos causados por ela é a economia, para outros; falta da educação, a corrupção, a família, a situação que agride a mente e a psique de cada um.
A mensagem do salmo é o cuidado que Deus dispensa aos que pertencem a Ele, e a perfeita paz e segurança dos que nEle se refugiam. A linguagem é de um pai amoroso exortando um filho, até que o próprio Pai celestial intervenha no refrão, prometendo sua eterna proteção aos fiéis. O salmo 91 é a versão antiga da convicção triunfante: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? ” (Rm 8.31)  
Porque nele nós vemos de maneira extremamente clara é que o Senhor cuida dos seus e o texto apresenta algumas, senão várias provas desse cuidado.
Prova 1. Ele é refúgio seguro vs. (1-8)
Nos versos de 3-7 são tratados 5 perigos que nos atacam.
O verso 3 fala da: “peste perniciosa”. Talvez se referindo ao câncer que não tinha época nome especifico. E se manifestava em forma de tumor ou inchaço.
No verso 4: “Cobrir-te-á com as suas penas” – isto significa a proteção divina – “sob suas asas estarás seguro” – é esta a situação humana de quem tem fé em Deus. Deus sempre está protegendo, porém será que sempre estamos confiando? “A sua verdade é pavês e escudo”. É esta a base de nossa fé e confiança (Ef 6.16).
No verso 5 ainda: “terror noturno”. É na madrugada que o ser humano se mostra mais frágil. É o momento em que os amantes se mostram mais apaixonados. Que presidiários, tão fortes e amedrontadores durante o dia, choram. Davi fala dos perigos sociais produzidos pela sociedade, pela conjuntura, pelo ajuntamento das ações humanas. Das preocupações que se tem durante o dia e que causam tanta ansiedade. Ou até mesmo dos perigos causados por criminosos que se aproveitam da escuridão para suas práticas.
No verso 5: “seta que voa de dia”. O que muitos interpretam como azar. “Nossa isso deveria dar certo se não fosse...”. Nos países como EUA há esse perigo por exemplo de ser atingido por uma bala perdida. É o mau sem causa. O mau que acreditamos nunca ser capaz de acontecer conosco. No máximo com o vizinho, é o que v. 12 fala de pedras no caminho. Coisas inesperadas. “Não acredito que está acontecendo comigo”
No verso 6: “mortandade que assola ao meio-dia”. Provavelmente uma doença contagiosa atingindo uma sociedade inteira: as pessoas amanheceram o dia bem, mais ao meio-dia, havia uma legião de doentes.
No verso 7: é falado dos tempos de guerra e das falências quando olhamos e vemos “mil caindo de um lado e dez mil de outro”. Não é algo que você ouve falar, mas algo que se vê acontecendo. Atualmente muitos têm perdido seus empregos e ocupações.
Este salmo fala de muitos perigos entre os quais: doenças, ansiedade, furtos, assaltos, circunstanciais, guerras epidemias. E muitos perante todos esses perigos apresentados se retraem. Alguns com medo de doenças tornam-se hipocondríacos. Outros com medo de perigos circunstanciais se privam de viver bem e correr riscos. Outros com medo de perigos espirituais trancam-se em igrejas com medo do que há lá fora. Com medo de perder o sustento agarram-se com unhas e dentes ao seu meio de subsistência.
O salmista declara sua própria fé antes de aplica-la a nós. É uma abertura eloquente, enriquecida não somente pelas quatro metáforas que representam a segurança, como também pelos quatro nomes divinos. Altissimo é um título que reduz todas as ameaças ao seu tamanho certo; Onipotente (Shaddai) é o que sustentava os patriarcas, que não tinham lar (Êxodo 6.3). Pelo nome adicional, o SENHOR (Javé), Moisés recebeu a certeza do “Eu SOU”, e “Eu estou contigo” (Êxodo 3.14); e o termo geral Deus se torna íntimo pelo acréscimo do possessivo: Deus meu.
Para viver bem nesse mundo precisamos ter profundo conhecimento do Altíssimo v.1. Pois, aqueles que realmente o conhece confiam e sabem que está acima de todos os perigos, dimensões, circunstâncias, pestes e mortandades. E não é um Deus pequeno, administrado, impotente e incapaz. Esse conhecimento deve trazer uma proximidade com Ele que extrapola todo o conhecimento teológico, do saber, do pensar e da religião. Trata-se de chamar-lhe de “meu” (da forma certa). O conhecimento de Deus é portanto pessoal antes de qualquer coisa. Precisa ser desenvolvido, trabalhado, perfeiçoado, buscado diariamente.
Outro aspecto é a confiança Nele pois muitos dizem que confiam, mas nos momentos de necessidade nunca o consultam. Ou usam os métodos de raciocínio e prática do pensar. Exemplo de Josué não buscou a Deus com os gibeonitas.  
Devemos ter consciência de que Ele é nosso refúgio e que o Senhor cuida dos seus.
Prova 2. Poderoso cuidado divino vs. 9-13
Satanás usou as palavras dos v. 11 e 12 para tentar Jesus enquanto tentava faze-lo agir com temor. Mas as palavras “em todos os teus caminhos” são omitidas. Ficando a passagem parecida com uma promessa do Senhor para proteger o justo não importa o que ele faça. O que diabo omite é muito mais que umas poucas palavras numa citação. Ele omite qualquer referência bíblica de que Deus não perdoa, antes condena e castiga, a temeridade, o brincar com a providência, o lançar-se ao perigo de forma injustificada. Ao passo que Jesus responde com Dt 6.16. Massá e Meribá falta de água.   
Sobre esses versos é interessante fazermos algumas observações. A pregação que vi. O que temos conhecimento, por meio, de textos bíblicos é que: anjos são seres com intelecto, espirituais (mas interferem no mundo físico no caso remover a pedra do tumulo [Mt 28.2] e libertar Pedro [At 5.19]).  Podem se apresentar como homens ou mulheres (Zc 5.9-11).
Muitas passagens da Bíblia mostram que Deus envia anjos para momentos especiais segundo a sua providência geral. Há pouca evidência de que cada um de nós tenha um anjo para nos proteger Mt 18:10. Pois, não é de dito quantos anjos e temos que ver que eles habitam nos céus Ap 8.4. Além do mais Deus com todo o seu poder nos guarda a todos e é completamente soberano sendo infinitamente superior aos anjos.
v.13 Os conquistadores antigos tinham costume de colocar o seu pé na nuca do inimigo vencido. O leão simboliza aqui todos os inimigos conhecidos abertos e violentos; a serpente simboliza todos os inimigos secretos e traiçoeiros, tais como caluniadores. Aqueles que habitam no esconderijo do Senhor não estão isentos de qualquer ataque, e os seus pés entram em contato com os piores inimigos. Em Cristo, porém, têm a esperança de pisar satanás debaixo dos pés deles.
Os v. 9 e 10 formam um paralelo com os versos 1 e 2, e ao usar “morada” formam um elo também com o primeiro versículo lá do salmo 90. Todo aquele que puder dizer: ”O Senhor é o meu refúgio” já encontrou um lugar seguro, e pode descansar no pensamento de que nada fora de sua vontade acontece. Deus conhece todas as circunstâncias de seus filhos e os dirige para o seu bem. Charles H. Spurgeon (último puritano). O caso dos filhos de Israel durante as pragas.
Seja com anjos ou o que quer que seja o Senhor cuida dos seus.
Prova 3. Promessa divina v. 14-16
Deus, falando através da boca do escritor inspirado, pronuncia o seu “amém” às promessas citadas, “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pôr-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome”. Não é porque o fiel merece ser assim preservado, mas porque, apesar de todas as suas falhas, fixou em Deus o seu amor. É o amor dedicado a Deus a marca distintiva de todos aqueles que o Senhor liberta de todo o mal. Somente aqueles que realmente amam a Deus permanecem em profunda comunhão com Ele; tais pessoas também têm verdadeira fé nEle. Deus tem prazer em ver estes dons de graça, amor e fé presentes nos seus adoradores; Ele dá os dons, e ainda recompensa as pessoas que o evidenciam. Se subirmos a um ponto alto por nossas próprias forças, poderemos sofrer perigo; mais se deixarmos Deus nos conduzir seremos no lugar que Ele deseja e não nós conquistamos por nossas forças.
“Ele me invocará, e eu lhe responderei”. Deus está mais disposto para dar do que nós para receber; todavia isso não nos isenta do privilégio e dever de orar. Deus não força os indiferentes, os frios e os indispostos a aceitarem as bênçãos. “Na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei, e o glorificarei”. Deus fica com pessoas que sentem o quanto precisam Dele. Honra quem o honra.
“Saciá-lo-ei com longevidade”. No AT, a vida longa é considerada uma recompensa especial pela retidão (Ex 20.12). Na Nova Aliança, no entanto, o mais importante é estarmos “com Cristo” (Fp 1.23). De modo geral, a obediência as leis de Deus tende a nos garantir uma vida longa, cheia de saúde. O homem de Deus, jovem ou velho, está satisfeito com a vida, e também está satisfeito quando vem a hora de deixar a vida. Por que ele é do Senhor seja durante a vida seja durante a morte. Podemos ter uma vida longa com a saúde dada por Cristo, mas também podemos abrir mão disto e entregar a nossa vida na causa de Cristo, “E lhe mostrarei a minha salvação”. Se referindo ao livramento dado por Deus. “Quando acordar eu me satisfarei com a tua semelhança” (Sl 17.15).
Novamente o Senhor mostra que cuida dos seus.   
Conclusão
Farei algumas perguntas a vocês e gostaria que participassem! Alguém aqui já adoeceu? Assaltado? Viu um cristão ser acometido por grave doença? Levou uma topada? Então por que como cristãos fiéis sofremos?
Por meio de uma simples interpretação bíblica nos tornamos conscientes de que esse texto não foi escrito para nós mas para o povo de Israel na Antiga Aliança. Implicações da prosperidade e nação. No entanto, ele não deixa de nos dar muitas aplicações afinal o Deus é o mesmo.
A ansiedade pela doença do filho levou o centurião romano a Cristo, em busca de ajuda em tempos de necessidade. Uma vez que foi levado à presença de Cristo, pôde aprender uma lição de valor incalculável. O resultado é que “creu ele e toda a sua casa”. Paulo que ficou cego por alguns dias. O paralitico. É bom lembrar que tudo isso aconteceu por causa da enfermidade. Se o filho não houvesse adoecido, talvez aquele homem nobre continuasse a viver em seus pecados, vindo a morrer neles.
A aflição é um instrumento usado por Deus. Através dela, Ele geralmente ensina coisas que não poderiam ser ensina coisas que não poderiam ser ensinadas de outra forma; afasta do pecado e do mundo almas que, se não fosse por causa da enfermidade, pereceriam eternamente. A bonança é uma benção, mas é o sofrimento que leva a buscar é uma benção ainda maior. Naturalmente o que todos desejam neste mundo é a prosperidade e o conforto; mas as perdas e os infortúnios da vida serão mais valiosos para nós, se nos conduzirem a Cristo. No dia final, milhares de testificarão, juntamente com Davi e esse oficial do rei: “Foi-me bom ter eu passado pela aflição” (Sl 119.71).

Precisamos ter cuidado em não murmurar quando passamos por tempos de aflição. Devemos conservar um significado, uma razão e um recado de Deus para nós. Não há lições mais úteis do que as aprendidas na escola da aflição. Não há sermão bíblico que torne a Bíblia mais clara para nós do que a enfermidade e a tristeza. “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. ” (Hb 12.11). Amanhã a ressurreição mostrará que muitas perdas sofridas pelo povo de Deus foram, na verdade, ganhos eternos. Em tudo o Senhor está cuidando dos seus. 
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