A oração que agrada a Deus

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Título
A ORAÇÃO QUE AGRADA A DEUS
Proposição
A oração é a ferramenta mais poderosa que Deus nos deu
Palavra-chave
Práticas
TEXTO
I Jo 5:13-17
         Introdução
O verso 13 apresenta o propósito de introduzir e fazer soar a nota do conhecimento e da certeza, que possuem os crentes verdadeiros, e que por sinal caracteriza essa epistola. Pois foi escrita tendo como propósito fundamental levar-nos a reconhecer o verdadeiro Filho de Deus. Introduzindo a ideia imediatamente seguinte que é a de que podemos ter plena confiança de Cristo em nossa vida diária, fruirá por meio da vida de oração eficaz.
O Gnosticismo talvez fosse a heresia mais perigosa que ameaçava a igreja primitiva durante os primeiros três séculos. Influenciado por filósofos como Platão, o Gnosticismo é baseado em duas premissas falsas. Primeiro, essa teoria sustenta um dualismo em relação ao espírito e à matéria. Os gnósticos acreditam que a matéria seja essencialmente perversa e que o espírito seja bom. Como resultado dessa pressuposição, os gnósticos acreditam que qualquer coisa feita no corpo, até mesmo o pior dos pecados, não tem valor algum porque a vida verdadeira existe no reino espiritual apenas.
Segundo, os gnósticos acreditam que possuem um conhecimento elevado, uma “verdade superior”, conhecida apenas por poucos. O Gnosticismo se origina da palavra grega gnosis, a qual significa “saber”, pois os gnósticos acreditam que possuem um conhecimento mais elevado, não da Bíblia, mas um conhecimento adquirido por algum plano místico e superior de existência. Os gnósticos se enxergam como uma classe privilegiada e mais elevada sobre todas as outras devido ao seu conhecimento superior e mais profundo de Deus.
E essa carta foi escrita a esses cristãos que há pouco eram pagãos e se viam bombardeados por filosofias pagãs com intenções de sincretismos(fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas). Nesses versículos em especifico ele irá falar das práticas da ferramenta mais eficaz que Deus deu ao homem: a oração.

I.                    O pedir conforme sua vontade
A oração no verso 14 como sempre está condicionada a vontade de Deus. Isso obviamente não representa impedimento para qualquer atividade vital, sabendo-se que a vontade de Deus é o nosso beneficio. Lembro-me quando no inicio do ministério de meus pais uma senhora veio à igreja bastante atribulada por causa de problemas envolvendo a filha dela que estava casada e havia brigado com o marido. E havia sido até mesmo agredida por ele com uma paulada na cabeça. No momento da oração ela pediu pra que Deus fizesse com ele recebesse uma paulada maior na cabeça. Quando Cristo fala em Lucas 11:11-13 - E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?
Deus nos ouve quando pedimos de tal forma que traz a realidade o que pedimos. No entanto, Deus não nos ouve quando oramos de maneira contrária a sua vontade, oque é outra maneira de dizer de forma contraria aos nossos próprios melhores interesses, por quanto a vontade de Deus é sempre benéfica a seus filhos. Até mesmo o juízo é um dedo da mão amorosa de Deus, efetuando aquilo que seu amor deseja.
Portanto, para que haja eficácia em nossa oração é necessária não somente proximidade com Deus mas, conhecimento de sua palavra para possamos pedir conforme sua vontade e não conforme a nossa humana e carnal. Pois, o pedir o mau do próximo em uma oração não apresentará eficácia nenhuma. A oração é a ferramenta mais poderosa que Deus nos deu.

II.                  A plena certeza do receber de Deus
O verso 15 não é uma mera repetição com base no versículo anterior. Antes, no dizer de Calvino é “uma aplicação da doutrina geral ao beneficio especial e particular de cada um, para que os fiéis não duvidem que Deus é propício às orações de cada individuo, para que, com mentes tranquilas, possam esperar que o Senhor cumpra aquilo por que oram, e para que, sendo libertos de toda tribulação e ansiedade, deixem nas mãos do Senhor seus cuidados.”
Tomando como exemplo a confiança de Josafá descrita em II Crô. 20:21,22 que nomeou cantores para que de antemão louvassem a Deus em agradecimento. Da forma nós devemos agradecer a Deus as suas bênçãos de antemão. (Adam Clarke - que foi um teólogo metodista e erudito bíblico britânico) diz - Pois, não que pedimos ‘hoje’ a misericórdia que precisamos para ‘agora’ mas só a recebemos ‘amanhã’ ou em algum tempo ‘futuro’, Deus dá a quem ora, ‘quando’ isso é necessário.
Jabez ICr. 4.10  Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Tomara que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido. O sucesso do qual Jabez desfrutou muito superou a tristeza do seu início. A oração de Jabez superou o nome de Jabez.
A certeza do receber de Deus poucas é certa em nossas vidas e muitas vezes não pedimos a Deus algumas coisas porque não temos convicção de que vamos recebê-las. Eu mesmo em muitos momentos fiz orações e pequenos pedidos que não cria que iria alcança-los e me vi desconcertado ao ter resposta de Deus. Portanto, tenhamos mais certeza e convicção em nossas orações e pedidos a Deus. A oração é a ferramenta mais poderosa que Deus nos deu.


III.                A intercessão pelo próximo
No verso 16 a intuito do autor é falar sobre pecados sérios e menos sérios, mas ele não procurava desenvolver o tema e aplica-lo a tipos específicos de pecados. Ele estava reconhecendo que universalmente nem todos os males são iguais. Jesus subtende a mesma coisa em Mt 23:14 - Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações; por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Nesse caso a morte por conta do pecado pode está referindo a morte física. Mas, essa ideia não cabe dentro de nosso texto.
O autor diz que aquele que pode ser restaurado à comunhão, sobretudo quanto seu pecado não é do tipo que não provoca, realmente, a morte espiritual. Por consequência, sabemos que devemos orar por sua restauração, pois aprendemos que nossas orações se feitas conforme a vontade de Deus podem ser respondidas. Automaticamente vemos a importância da solidariedade cristã no sentido que devemos orar uns pelos outros.
O autor não proíbe a oração por alguns, antes a desencoraja. Possivelmente casos graves de gnosticismo e pessoas que haviam começado a pregar ensinamentos errados sobre a fé. Como o autor aqui não vemos nem um outro exemplo para tal atitude podemos pensar no caso de Pedro que perguntar ao à Cristo quantas vezes devemos perdoar recebe como resposta 490 vezes. Se nós devemos perdoar o que dirá Deus que é longânimo, misericordioso e nos transmitiu esse mandamento. Portanto, independente do crime intercedamos por todos.
Um missionário na Africa ao receber oração de 26 homens se viu salvo da morte dai a importância de intercedermos em amor uns pelos outros. Isso também demonstra o amor que devemos ter uns pelos outros. Pois, amar é preocupar-se com o bem estar do próximo e desejar vê-lo feliz.
É interessante fazer um calendário de oração, colocar diante de Deus a vida de irmãos que se encontram em países com graves perseguições, Coreia  do Norte, vida de outros que estão em graves sofrimentos ou, até mesmo, se desviando da fé.  Essa prática torna a oração eficaz.
Conclusão
O caso de meu primo...
A oração pode muito em seus efeitos e se feita conforme a vontade de Deus tendo plena certeza de que a receberemos e estarmos atentos para necessidades e anseios de nosso próximo. Com certeza a veremos respondida e nos sentiremos cada vez mais próximos de Deus e do realizar sua vontade. Portanto, ao orar nunca se canse de pedir pelo parente ou amigo que possivelmente é caso perdido. Sempre lembre que deve ser feita segundo a vontade de Deus.






O ato de crer em Cristo vai muito além do ato intelectual. O exemplo de Paulo descrito em Atos 26 narra o momento em que Paulo prega para o rei Agripa, mas esse não se convence da mensagem por principalmente agir de forma intelectual. O mesmo principio se aplica na vida de muitos até mesmo cristãos que apesar de convertidos e crentes em cristo não pendem e recebem por causa do ato intelectual e racionalizar até mesmo a salvação. O que é uma grande incoerência se pensarmos que o ato de crer em Cristo sua vida, história e poder deveria nos torna mais dependentes e crentes em seu poder e graça.



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