Título: Motivos para confiar
Texto: Salmos 91
Proposição: O Senhor cuida dos seus
Palavra-chave: Provas
Introdução
O Salmo 91 às vezes parece bom
demais para ser verdade. Tem muita coisa maravilhosa nele. Como escreveu o
missionário, pastor e teólogo Stanley Jones, missionário na Índia. Ele o
interpretava como sendo apenas uma possibilidade esperança humana, não algo que
possamos experimentar ou de que possamos nos apossar. Ao mesmo tempo que fala
da proporção maravilhosa de Deus traz uma afirmação chocante, tão chocante
quanto os noticiários policiais, que nos mostram que vivemos em um mundo
terrível. A descrição desse salmo excede a periculosidade do planeta, na sua
profundidade, os comentários mais realistas que possamos encontrar ao redor.
Para alguns, o grande problema de
criminalidade e perigos causados por ela é a economia, para outros; falta da
educação, a corrupção, a família, a situação que agride a mente e a psique de
cada um.
A mensagem do salmo é o cuidado que
Deus dispensa aos que pertencem a Ele, e a perfeita paz e segurança dos que
nEle se refugiam. A linguagem é de um pai amoroso exortando um filho, até que o
próprio Pai celestial intervenha no refrão, prometendo sua eterna proteção aos
fiéis. O salmo 91 é a versão antiga da convicção triunfante: “Se Deus é por
nós, quem será contra nós? ” (Rm 8.31)
Porque nele nós vemos de maneira
extremamente clara é que o Senhor cuida dos seus e o texto apresenta
algumas, senão várias provas desse cuidado.
Prova 1. Ele é refúgio seguro vs. (1-8)
Nos versos de 3-7 são tratados 5
perigos que nos atacam.
O verso 3 fala da: “peste
perniciosa”. Talvez se referindo ao câncer que não tinha época nome especifico.
E se manifestava em forma de tumor ou inchaço.
No verso 4: “Cobrir-te-á com as
suas penas” – isto significa a proteção divina – “sob suas asas estarás seguro”
– é esta a situação humana de quem tem fé em Deus. Deus sempre está protegendo,
porém será que sempre estamos confiando? “A sua verdade é pavês e escudo”. É
esta a base de nossa fé e confiança (Ef 6.16).
No verso 5 ainda: “terror noturno”.
É na madrugada que o ser humano se mostra mais frágil. É o momento em que os
amantes se mostram mais apaixonados. Que presidiários, tão fortes e
amedrontadores durante o dia, choram. Davi fala dos perigos sociais produzidos
pela sociedade, pela conjuntura, pelo ajuntamento das ações humanas. Das
preocupações que se tem durante o dia e que causam tanta ansiedade. Ou até
mesmo dos perigos causados por criminosos que se aproveitam da escuridão para
suas práticas.
No verso 5: “seta que voa de dia”.
O que muitos interpretam como azar. “Nossa isso deveria dar certo se não
fosse...”. Nos países como EUA há esse perigo por exemplo de ser atingido por
uma bala perdida. É o mau sem causa. O mau que acreditamos nunca ser capaz de
acontecer conosco. No máximo com o vizinho, é o que v. 12 fala de pedras no
caminho. Coisas inesperadas. “Não acredito que está acontecendo comigo”
No verso 6: “mortandade que assola
ao meio-dia”. Provavelmente uma doença contagiosa atingindo uma sociedade
inteira: as pessoas amanheceram o dia bem, mais ao meio-dia, havia uma legião
de doentes.
No verso 7: é falado dos tempos de
guerra e das falências quando olhamos e vemos “mil caindo de um lado e dez mil
de outro”. Não é algo que você ouve falar, mas algo que se vê acontecendo. Atualmente
muitos têm perdido seus empregos e ocupações.
Este salmo fala de muitos perigos
entre os quais: doenças, ansiedade, furtos, assaltos, circunstanciais, guerras
epidemias. E muitos perante todos esses perigos apresentados se retraem. Alguns
com medo de doenças tornam-se hipocondríacos. Outros com medo de perigos
circunstanciais se privam de viver bem e correr riscos. Outros com medo de
perigos espirituais trancam-se em igrejas com medo do que há lá fora. Com medo
de perder o sustento agarram-se com unhas e dentes ao seu meio de subsistência.
O salmista declara sua própria fé
antes de aplica-la a nós. É uma abertura eloquente, enriquecida não somente
pelas quatro metáforas que representam a segurança, como também pelos quatro
nomes divinos. Altissimo é um título que reduz todas as ameaças ao seu tamanho
certo; Onipotente (Shaddai) é o que sustentava os patriarcas, que não tinham
lar (Êxodo 6.3). Pelo nome adicional, o SENHOR (Javé), Moisés recebeu a certeza
do “Eu SOU”, e “Eu estou contigo” (Êxodo 3.14); e o termo geral Deus se torna
íntimo pelo acréscimo do possessivo: Deus meu.
Para viver bem nesse mundo
precisamos ter profundo conhecimento do Altíssimo v.1. Pois, aqueles que
realmente o conhece confiam e sabem que está acima de todos os perigos,
dimensões, circunstâncias, pestes e mortandades. E não é um Deus pequeno,
administrado, impotente e incapaz. Esse conhecimento deve trazer uma
proximidade com Ele que extrapola todo o conhecimento teológico, do saber, do
pensar e da religião. Trata-se de chamar-lhe de “meu” (da forma certa). O
conhecimento de Deus é portanto pessoal antes de qualquer coisa. Precisa ser
desenvolvido, trabalhado, perfeiçoado, buscado diariamente.
Outro aspecto é a confiança Nele
pois muitos dizem que confiam, mas nos momentos de necessidade nunca o
consultam. Ou usam os métodos de raciocínio e prática do pensar. Exemplo de
Josué não buscou a Deus com os gibeonitas.
Devemos ter consciência de que Ele
é nosso refúgio e que o Senhor cuida dos seus.
Prova 2. Poderoso cuidado divino vs. 9-13
Satanás usou as palavras dos v. 11
e 12 para tentar Jesus enquanto tentava faze-lo agir com temor. Mas as palavras
“em todos os teus caminhos” são omitidas. Ficando a passagem parecida com uma
promessa do Senhor para proteger o justo não importa o que ele faça. O que
diabo omite é muito mais que umas poucas palavras numa citação. Ele omite
qualquer referência bíblica de que Deus não perdoa, antes condena e castiga, a
temeridade, o brincar com a providência, o lançar-se ao perigo de forma
injustificada. Ao passo que Jesus responde com Dt 6.16. Massá e Meribá falta de
água.
Sobre esses versos é interessante
fazermos algumas observações. A pregação que vi. O que temos conhecimento, por
meio, de textos bíblicos é que: anjos são seres com intelecto, espirituais (mas
interferem no mundo físico no caso remover a pedra do tumulo [Mt 28.2] e libertar
Pedro [At 5.19]). Podem se apresentar
como homens ou mulheres (Zc 5.9-11).
Muitas passagens da Bíblia mostram
que Deus envia anjos para momentos especiais segundo a sua providência geral.
Há pouca evidência de que cada um de nós tenha um anjo para nos proteger Mt 18:10.
Pois, não é de dito quantos anjos e temos que ver que eles habitam nos céus Ap
8.4. Além do mais Deus com todo o seu poder nos guarda a todos e é
completamente soberano sendo infinitamente superior aos anjos.
v.13 Os conquistadores antigos
tinham costume de colocar o seu pé na nuca do inimigo vencido. O leão simboliza
aqui todos os inimigos conhecidos abertos e violentos; a serpente simboliza
todos os inimigos secretos e traiçoeiros, tais como caluniadores. Aqueles que
habitam no esconderijo do Senhor não estão isentos de qualquer ataque, e os
seus pés entram em contato com os piores inimigos. Em Cristo, porém, têm a
esperança de pisar satanás debaixo dos pés deles.
Os v. 9 e 10 formam um paralelo com
os versos 1 e 2, e ao usar “morada” formam um elo também com o primeiro
versículo lá do salmo 90. Todo aquele que puder dizer: ”O Senhor é o meu
refúgio” já encontrou um lugar seguro, e pode descansar no pensamento de que
nada fora de sua vontade acontece. Deus conhece todas as circunstâncias de seus
filhos e os dirige para o seu bem. Charles H. Spurgeon (último puritano). O
caso dos filhos de Israel durante as pragas.
Seja com anjos ou o que quer que
seja o Senhor cuida dos seus.
Prova 3. Promessa divina v. 14-16
Deus, falando através da boca do
escritor inspirado, pronuncia o seu “amém” às promessas citadas, “Porque a mim
se apegou com amor, eu o livrarei; pôr-lo-ei a salvo, porque conhece o meu
nome”. Não é porque o fiel merece ser assim preservado, mas porque, apesar de
todas as suas falhas, fixou em Deus o seu amor. É o amor dedicado a Deus a
marca distintiva de todos aqueles que o Senhor liberta de todo o mal. Somente
aqueles que realmente amam a Deus permanecem em profunda comunhão com Ele; tais
pessoas também têm verdadeira fé nEle. Deus tem prazer em ver estes dons de
graça, amor e fé presentes nos seus adoradores; Ele dá os dons, e ainda
recompensa as pessoas que o evidenciam. Se subirmos a um ponto alto por nossas
próprias forças, poderemos sofrer perigo; mais se deixarmos Deus nos conduzir
seremos no lugar que Ele deseja e não nós conquistamos por nossas forças.
“Ele me invocará, e eu lhe
responderei”. Deus está mais disposto para dar do que nós para receber; todavia
isso não nos isenta do privilégio e dever de orar. Deus não força os
indiferentes, os frios e os indispostos a aceitarem as bênçãos. “Na sua
angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei, e o glorificarei”. Deus fica com
pessoas que sentem o quanto precisam Dele. Honra quem o honra.
“Saciá-lo-ei com longevidade”. No
AT, a vida longa é considerada uma recompensa especial pela retidão (Ex 20.12).
Na Nova Aliança, no entanto, o mais importante é estarmos “com Cristo” (Fp
1.23). De modo geral, a obediência as leis de Deus tende a nos garantir uma
vida longa, cheia de saúde. O homem de Deus, jovem ou velho, está satisfeito
com a vida, e também está satisfeito quando vem a hora de deixar a vida. Por
que ele é do Senhor seja durante a vida seja durante a morte. Podemos ter uma
vida longa com a saúde dada por Cristo, mas também podemos abrir mão disto e
entregar a nossa vida na causa de Cristo, “E lhe mostrarei a minha salvação”.
Se referindo ao livramento dado por Deus. “Quando acordar eu me satisfarei com
a tua semelhança” (Sl 17.15).
Novamente o Senhor mostra que cuida
dos seus.
Conclusão
Farei algumas perguntas a vocês e
gostaria que participassem! Alguém aqui já adoeceu? Assaltado? Viu um cristão
ser acometido por grave doença? Levou uma topada? Então por que como cristãos
fiéis sofremos?
Por meio de uma simples
interpretação bíblica nos tornamos conscientes de que esse texto não foi
escrito para nós mas para o povo de Israel na Antiga Aliança. Implicações da
prosperidade e nação. No entanto, ele não deixa de nos dar muitas aplicações
afinal o Deus é o mesmo.
A ansiedade pela doença do filho
levou o centurião romano a Cristo, em busca de ajuda em tempos de necessidade.
Uma vez que foi levado à presença de Cristo, pôde aprender uma lição de valor
incalculável. O resultado é que “creu ele e toda a sua casa”. Paulo que ficou
cego por alguns dias. O paralitico. É bom lembrar que tudo isso aconteceu por
causa da enfermidade. Se o filho não houvesse adoecido, talvez aquele homem
nobre continuasse a viver em seus pecados, vindo a morrer neles.
A aflição é um instrumento usado
por Deus. Através dela, Ele geralmente ensina coisas que não poderiam ser
ensina coisas que não poderiam ser ensinadas de outra forma; afasta do pecado e
do mundo almas que, se não fosse por causa da enfermidade, pereceriam
eternamente. A bonança é uma benção, mas é o sofrimento que leva a buscar é uma
benção ainda maior. Naturalmente o que todos desejam neste mundo é a
prosperidade e o conforto; mas as perdas e os infortúnios da vida serão mais
valiosos para nós, se nos conduzirem a Cristo. No dia final, milhares de
testificarão, juntamente com Davi e esse oficial do rei: “Foi-me bom ter eu
passado pela aflição” (Sl 119.71).
Precisamos ter cuidado em não
murmurar quando passamos por tempos de aflição. Devemos conservar um
significado, uma razão e um recado de Deus para nós. Não há lições mais úteis
do que as aprendidas na escola da aflição. Não há sermão bíblico que torne a
Bíblia mais clara para nós do que a enfermidade e a tristeza. “Toda disciplina,
com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao
depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados,
fruto de justiça. ” (Hb 12.11). Amanhã a ressurreição mostrará que muitas
perdas sofridas pelo povo de Deus foram, na verdade, ganhos eternos. Em tudo o
Senhor está cuidando dos seus.
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